imagino casos / vejo momentos / desejos / transpiro versos e lamentações / vivo eternos segundos e morro de felicidade a cada dia...

terça-feira, 9 de março de 2010

entrefios

Estava calada, sem assunto
e sem saída..
E me perguntam sobre o homem da minha vida.
Como eu quero que seja, como faço minha busca.
"Não sei!" - respondo: "Não procuro nada [n]em ninguém.
Não busco qualidades, não ignoro defeitos, não idealizo ninguém perfeito.
Talvez já tenha passado por mim
rejeitei-o sem que soubesse
mas deixo de pensar nos fatos do pretérito
e mudo-me para o que me conforta
ou ao que me enlouqueça
mesmo que distante, mesmo que irreal.
É simples: desejo a magia que me torne leal.


Roberta Soeiro.

quinta-feira, 4 de março de 2010

[feli[na]cidade




quando o respeito é demonstrado
a [feli[na]cidade nos traz
o amor que supera os erros
e a amizade se torna algo a mais..



Roberta Soeiro

quarta-feira, 3 de março de 2010





[a]roma
[na]mora
[no]ramo
[onde tem]romã
[I]am
[Eu]-am-[[-o]-r]
[o]amor

e sua flexibilidade..








Roberta Soeiro

[in]





paramos no tempo
tentamos voltar atrás
nada feito
[in]felizmente não dá mais

continuo logo mais...

terça-feira, 2 de março de 2010




nossa vida é cheia de nós
uns mais fortes, outros à sós
tomara que um dia possamos dizer "nós"
ter momentos nossos
pele, corpo.. brilho nos olhos
nos tornar mágicos de oz
nos prender como em anzóis..





Roberta Soeiro

"O ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente."

Francisco Cândido Xavier

domingo, 28 de fevereiro de 2010

como lua e mar

incrível.
como tudo.
muda.
em questão de segundos.
num carrossel.
alcoolizado.
vou escrever sobre amores incompletos...
mudam-se as roupas, penteados e até perfumes.
só não mudam as lembranças, as lamentações, as crianças
dentro de cada vivência, cada gesto, respiração.
incrível.
como tudo. e continuarei comendo até que me falte alimento.
até que me dê indigestão.
estou tranquila até o momento.
penso no que vem, sim. mas apenas penso.
não se pode deixar de viver o presente.
medo do que está por vir?
pra quê?
se o depois se torna tão presente quanto o passado que já se foi.
as coisas passam.
as pessoas passam.
algumas marcam, mas passam juntamente com os sentimentos bons [ou ruins] que ficam entranhados em nossas mentes.
mentes sãs, perturbadas, levemente picantes ou simples-mente[s] "normais"
continuarei me alimentando do vício
e fraqueza de cada um que vier tentando me...
comer.
monopolizando sua mente de tal modo que os faça
achar que a ilusão é coisa da vida.
ha! não é não..
é "coisa da vida" de vocês então!
ilusão - na minha rotina? - não.
agradeço, mas nego.. dispenso. digo [a]Deus
aviso-o de que todo o mal que PODERIA estar por vir
encontrará um enorme espelho que me envolve
isso mesmo querido. tudo o que bate, volta
e só repete a ação se eu, e somente eu, quiser.
se não quis com você, azar.. [ou] sorte a sua!
não é pelo teu simples desprezo que despencarei
da torre, do alto de um prédio ou do rodapé do museu.
não é por conta da tua raiva, dos teus rumores e da tua inalterável
falta de criatividade que eu irei mudar meu modo de ser..
não por você.
o carrossel continua girando e essa bolha que me protege vai se fechando
cada vez mais fixada à minha pele
essa minha auto proteção me enlouquece
mas antes ela do que a tua prece.
quer me ter?
não se apresse.
siga-me espelhado também, se proteja
mas deixe que eu te machuque um pouco
é aí que você vai se viciar
e acredite, se eu o feri, é porque quero te fazer lembrar
que um dia fomos um só
ou poderíamos ser
como a lua e o mar



Roberta Soeiro

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

[...]

[________________________________nova][mente][con][fusão]

[re]encontro



presos na origem do de[pois]
ao se encontrarem, a[prisiona]ram-se nas palavras um do outro
nos [dizer]es, nas crenças
a história de cada [part]icular vida/vivência
[sem]pre [voar]am com suas prórpias asas
pegando carona sim, nas asas do mundo
- e de todo mundo - claro
o óbvio torna-se cada vez mais óbvio
e a loucura, mais enlouquecedora
escre[ver] já fazia parte de sua rotina
agora, mais do que nunca
é nas palavras e no ato de cuspi-las
que mostra o quanto se sente feliz
com o encontro
as imagens não tão recentes, mas presentes
servem-lhes de assunto e trocas poéticas
imaginando saber da existência do outro há tempos
vêem que amanhece, e faz apenas um dia que se conhecem
mesmo não querendo, adormecem
quem sabe assim possam compreender o que acontece


Roberta Soeiro, déjà vu.

Agora eu me pergunto: "como é ser poema incompleto?"